O Atlético Mineiro viveu em 2013 o capítulo mais glorioso de sua história, conquistando sua primeira Libertadores com uma campanha inesquecível. Mas toda grande história precisa de um símbolo, e nenhum outro elemento traduz melhor essa epopeia do que a camisa usada naquela conquista.

Desenvolvida pela Lupo, a camisa preta e branca, com suas tradicionais listras verticais, ganhou detalhes dourados na gola e nas mangas, representando a ambição do Galo rumo ao topo do continente. O apelido de “Camisa Antirroubo”, dado pelo jornalista Milton Neves, surgiu como uma provocação às polêmicas de arbitragem contra o clube, mas logo se transformou em algo maior: um escudo contra a desconfiança e um símbolo de resistência.
Desde a fase de grupos, essa camisa vestiu um time que encantou o continente. Ela estava lá na goleada por 5 a 2 sobre o Arsenal de Sarandí, na Argentina, quando o Galo mostrou sua força. Mas foi nos mata-matas que o manto se tornou realmente sagrado.
No duelo contra o Tijuana, ela foi testemunha de um dos momentos mais icônicos do futebol: Victor defendendo um pênalti nos acréscimos com o pé, garantindo a classificação. Contra o Newell’s Old Boys, a camisa brilhou mais uma vez, vestindo os heróis que reverteram uma desvantagem de 2 a 0 e avançaram nos pênaltis, em um Mineirão pulsante.
Na grande final contra o Olimpia, foi essa camisa que vestiu os protagonistas de uma noite mágica. Jô e Leonardo Silva marcaram os gols que levaram a decisão para a prorrogação e, depois, para os pênaltis. E, quando Giménez chutou a bola no travessão, a camisa do Galo não era mais apenas um uniforme: ela se tornou um ícone, uma peça imortal na história do clube e de sua torcida.
Mais do que um manto, a camisa da Libertadores de 2013 representa o espírito atleticano: a luta, a fé e a paixão. Até hoje, é lembrada com orgulho e reverência, um troféu que os torcedores carregam no peito, relembrando o inesquecível grito de “Eu Acredito!”.





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