O ano de 2012 é, sem dúvida, um dos mais importantes da história do Corinthians. O clube, que por décadas conviveu com a pressão de nunca ter vencido a Copa Libertadores, quebrou o tabu de forma invicta e entrou para a história do futebol sul-americano. Mais do que um título, aquela conquista representou a força, a resiliência e a identidade de um time que nunca desistiu. E um dos grandes símbolos dessa campanha foi a camisa alvinegra, que se tornou um verdadeiro manto sagrado para os torcedores.
A caminhada rumo à glória começou com muita desconfiança. A estreia foi angustiante: um empate sofrido contra o Deportivo Táchira, na Venezuela. O jogo parecia perdido, mas, no último lance, Ralf, de cabeça, garantiu o empate em 1 a 1 e manteve viva a esperança corinthiana. No jogo seguinte, a primeira vitória veio contra o Nacional, no Paraguai: 2 a 0 para o Timão. Enquanto a equipe evoluía em campo, fora dele o ambiente era conturbado. Adriano Imperador, camisa 10 do time na Libertadores, se desentendeu com a diretoria e acabou dispensado sem sequer entrar em campo no torneio. Mas isso não abalou o elenco, que seguiu focado em seu objetivo maior.

Com um time sólido e organizado, o Corinthians fez história ao conquistar a Libertadores de forma invicta, acumulando oito vitórias e seis empates. A defesa foi um dos pilares dessa trajetória, sofrendo apenas quatro gols em toda a competição. O sistema tático eficiente e a raça dentro de campo fizeram do Timão um adversário temido, capaz de enfrentar qualquer equipe de igual para igual.
O maior desafio veio na final contra o tradicional Boca Juniors, um gigante do torneio. No primeiro jogo, na temida Bombonera, o Corinthians mostrou sua solidez. O Boca saiu na frente com um gol de Roncaglia, mas Romarinho, que acabara de entrar, empatou com uma finalização fria e precisa. O resultado de 1 a 1 deixou tudo aberto para o jogo de volta no Pacaembu. No dia 4 de julho, o estádio pulsava. A torcida corintiana, ansiosa pelo primeiro título, empurrava o time como nunca. E os onze jogadores em campo corresponderam. Com uma atuação impecável, o Corinthians venceu por 2 a 0, com dois gols de Emerson Sheik, garantindo o tão sonhado troféu.

Entre tantos elementos marcantes daquela campanha, um se tornou eterno: a camisa utilizada pelo Corinthians na Libertadores de 2012. O manto alvinegro era na cor branca, com gola preta e padrões que remetiam ao estado de São Paulo, se transformou em um verdadeiro símbolo da glória. Durante a temporada, o clube passou por diferentes patrocínios, mas a essência do uniforme permaneceu inalterada. O uniforme número 1, em especial, ficou imortalizado nos momentos mais marcantes da campanha, incluindo a inesquecível final no Pacaembu. A camisa não era apenas um pedaço de tecido: era a representação do sonho realizado de milhões de torcedores, a vestimenta de um time que entrou para a eternidade.
A conquista da Libertadores de 2012 não foi apenas um título. Foi a afirmação do Corinthians como uma potência do futebol mundial. O “Time do Povo”, fundado por operários e imigrantes em 1910, atingiu o topo da América e, meses depois, do mundo, ao vencer o Chelsea na final do Mundial de Clubes, com um gol histórico de Paolo Guerrero. O feito de 2012 mudou o patamar do Corinthians para sempre e fortaleceu ainda mais a relação entre o clube e sua torcida apaixonada, a FIEL.
Até hoje, a camisa daquela Libertadores é tratada com respeito e devoção pelos torcedores. Ela representa raça, entrega e a consagração de um clube que soube superar todas as adversidades para alcançar a glória máxima. A Libertadores de 2012 não foi apenas um título: foi a realização de um sonho para milhões de corintianos. E a camisa utilizada naquela campanha se tornou um dos maiores símbolos dessa conquista, representando a raça, a união e a glória de um time que marcou seu nome na eternidade.






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